VEM PEDALAR
Domingo, 31 de Outubro de 2010
é bom não esquecer - entrevista de joão cravinho ao público

é bom não esquecer, quem tenta fazer alguma coisa é posto fora de combate (não fazia parte da corja).

 

quem nos está a obrigar  a apertar o cinto, a fazer grandes sacrificios em nome do interesse nacional, deveriam ter mas é vergonha na cara.

 

tenho que dar razão ao alberto joão jardim: " tenho mais confiança no fmi que nesta trupe politica"

 

 

para relembrar esta entrevista de joão cravinho.

 

 

Que avaliação faz da corrupção em Portugal?

Há evoluções positivas e negativas. Muito positivo é o facto de a modernização da administração pública, o Simplex, ter dado uma estrutura mais organizada e ter feito com que a corrupção burocrática e administrativa, a pequena corrupção, tenha diminuído com muito significado em alguns sectores, desde a administração fiscal, algumas câmaras municipais. Estamos a falar daquele dinheiro para fazer andar os pequenos processos mais depressa. Mas, na grande corrupção de Estado, toda a gente tem a sensação que estamos numa situação muito complicada e em crescendo.

Porquê?

Porque a grande corrupção considera-se impune e age em conformidade e atinge áreas de funcionamento do Estado, que afectam a ética pública.

 

 

Estamos a falar dos grandes contratos?

Sim, os grandes contratos são um caso claro em que existe essa sensação. Tenho notado que fazedores de opinião dos mais variados quadrantes escrevem, preto no branco, que chegámos a uma situação em que está em perigo a autoridade do Estado e a dedicação ao interesse público. E toda a gente aceita essas expressões, ninguém se ofende. Falo com muita gente, advogados, economistas, que dizem que isto está a atingir proporções em alguns grandes negócios que são suspeitos... E alguns deles estão a ser investigados, como o dos submarinos.

Assume como uma derrota pessoal o facto de o sistema de combate à corrupção que deixou no Parlamento não ter sido aprovado?

Sim, assumo essa derrota como um soldado no campo de batalha que combateu mas foi derrotado pelo inimigo.

Quem é o inimigo?

 

 

Esse é que é o problema. Temos que ver que este tipo de actividade não é meramente legislativa e não existe uma receita única. O que me apercebo é que, mesmo ao nível do processo legislativo, há um condicionamento tal que faz com que as medidas essenciais não sejam tomadas. E mesmo quando se tomam medidas, aparecem factos anómalos na própria legislação nova que são difíceis de entender. Vou dar-lhe um exemplo na Lei 19/2008, que tem o que resultou dos meus primeiros pacotes de uma forma bastante restrita. Estava convencido de que uma das medidas que tinha sido adoptada era o registo das procurações irrevogáveis. E dei de barato que assim tinha sido feito.

 

Um dia destes, ao ver a legislação mais uma vez, caem-me os olhos sobre o artigo primeiro, vi lá uma palavra e achei: "que coisa esquisita". Então, foi adoptado de facto a obrigatoriedade de registo das procurações irrevogáveis só para os imóveis. O que é que sucede? Carteiras de títulos, dinheiro, contas bancárias, obras de arte, activos financeiros, off-shores... tudo isso pode ser alvo de procurações irrevogáveis.

 

Alguém convenceu o legislador que o problema estava nos imóveis e o legislador aceitou essa interpretação sem ver que, ao mesmo tempo que fixava os imóveis, abria 30 portas onde a corrupção podia continuar a fazer tranquilamente a sua vida.



E foi derrotado por quem?

O meu grupo parlamentar tomou uma posição muito clara que não estava de acordo com as minhas propostas, no uso de poderes que são os seus. E afirmou isso com toda a clareza.



publicado por bttmais às 18:58
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Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010
serra de montemuro 3

castro daire.

 

mais uma vez, o torneio de abertura das provas de natação da associação de aveiro realizou-se em castro daire. no sábado, ao olhar para a serra imponente, o bichinho começou a morder, tipo o da madeira, lol, decidi no dia seguinte levar a bike (emprestada, a santa cruz continua parada) e fazer a 3ª incursão pela serra de montemuro.

 

passava das 9h quando saí da piscina de castro daire, sabia bem o que me esperava, nesta zona não há plano, tinha que aquecer a subir, uma subida longa  que passa dos 654 m de altitude para os 1205 m até ao parque eólico de montemuro. o tempo estava ameno com o sol aberto mas tímido, no topo dos montes viam-se nuvens escuras mesmo muito carregadas. até aos 900 m estava-se bem, mas o vento forte já se fazia sentir dificultando a progressão. a partir daí a nevoa foi-se acentuando de tal forma que não se via nada e ainda por cima frio e chuva miudinha, à semelhança do ano passado.

 

pensava eu que seguindo pelo estradão do parque eólico, iria chegar à aldeia da gralheira, o meu espanto foi grande quando me apareceu a última eólica e o caminho tambem terminava ali, retomei a estrada  e então percebi o porquê do fim das eólicas,  a partir dali desce para subir novamente até à aldeia da gralheira, esta zona é um sobe e desce constante.

 

a aldeia é muito bonita, típica, com as casas antigas em pedra, ruas estreitas com bosta no meio, muito bem arranjada com parque de merendas e um largo com bancos onde se encontra o pessoal para conviver, nada habitual um restaurante/ pizzaria numa aldeia interior.

 

a partir daqui segui um track que me levou para o meio da serra, em ascensão até aos 1354 m de altitude, as condições atmosfericas foram-se agravando e cheguei a ter receio que o gps falhásse ou algum caçador me confundisse com caça. finalmente desci até ás portas de montemuro, que ficaram para conhecer noutra investida, pois optei por não continuar e retornar por estrada.

 

a descida vertiginosa, em algumas zonas a rondar os 60 kms, fez esquecer os extenuantes vinte e tal kms de subida.

 

mais uma vez a serra de montemuro ficou por explorar mais pormenorizadamente, é uma zona dificil pela orografia e clima, e não é numa manhã que se consegue fazer uma grande volta, fisicamente muito exigente.

 

cheguei à piscina e já não vi a renata nadar a final de estilos e mariposa.

 

 

 

 

 

 



publicado por bttmais às 11:54
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gary fisher 2011

decidi trocar de bike.

 

a santa cruz está pouco actual e então vou optar por uma das novas gary fisher.

 

 



publicado por bttmais às 09:41
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Sábado, 16 de Outubro de 2010
agradecimento à corja

 

 este poema de Joaquim Pessoa reflecte bem um estado de alma generalizado.

 

 

 

Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.

 


Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.

Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.

Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.

Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.

Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.

Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.

Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.

Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.

Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.

Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.

Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.

Obrigado por nos darem em troca quase nada.

Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.

Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.

Obrigado por serem o que são.

Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.



publicado por bttmais às 00:02
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Terça-feira, 5 de Outubro de 2010
meia maratona de ovar

chegou o dia de experimentar a minha primeira  meia maratona.

 

nunca me imaginei correr 21 kms, mas ao inscrever-me na meia de ovar, sabia que para participar e terminar era preciso treino. tinha um mês para me preparar para este desafio e durante três semanas suei a camisola, para descansar na última com treinos relaxados.

 

levantei-me cedo,  tomei um pequeno almoço consistente e não um simples iogurte como é hábito. dirigi-me a ovar e já um formigueiro corria pelo corpo, um misto de nervosismo, apreensão e adrenalina, que rápidamente passou com o aquecimento. na zona da partida algumas caras conhecidas, do liceu, do trabalho, do bairro do vouga onde morei até aos dez anos e do btt, viriato e humberto.

 

foi hora de agrupar e num instante fiquei no meio de tanta gente de vários clubes e associações, vindos de vários pontos, mas maioritáriamente do norte. no final do pelotão agrupou-se também um grupo enorme de caminhantes, deram um colorido engraçado ao longo da prova. a assistência foi uma constante durante o percurso sobretudo na zona da cidade de ovar e rotunda do furadouro, sempre entusiastas.

 

finalmente a partida.

 

largada com ritmo calmo para evitar calcadelas ou quedas, com duas voltas pela cidade e só depois se rumou ao furadouro. rápidamente apanhei o meu ritmo, com a respiração de forma gradual a estabilizar, seguindo sempre com grande tranquilidade. objectivo maior era terminar e o segundo era fazer abaixo das duas horas.

 

aos 10 kms passei com 55 '  sentia-me bem e estava dentro do previsto. a partir dos 12 kms decidi aumentar um pouco o ritmo pois continuava bem e aos 16 kms optei por correr forte (para mim claro) até poder, felizmente senti-me sempre com fôlego, corri sempre assim até final e com passagem aos 20 kms a 1h38, completando a corrida num tempo (que para mim é record pessoal, lol) de 1h42' 26''.

 

curiosamente a minha segunda metade da corrida foi bem mais rápida o que demonstra que poderia arriscar mais na parte inicial, digo eu agora aqui sentadinho no sofá.

 

primeiros  10 kms em 55 '

 

segundos 10 kms em 43 '

 

últimos 1095 metros em 4' 26 ''           terminei em 836 na geral e 145 no meu escalão

 

 

o objectivo foi amplamente suplantado, os mais agoirentos diziam-me que não terminaria abaixo das 2 horas, mas consegui e com um tempo que me deixa muito satisfeito para uma primeira aventura nas meias maratonas.

 

de salientar o grande andamento de alguns veteranos de escalões acima do meu, correm que se fartam, também já o fazem há muito tempo e concerteza com muita regularidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por bttmais às 14:51
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vem pedalar
só para quem gosta de música!!!!!
só para conhecedores
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