VEM PEDALAR
Segunda-feira, 16 de Agosto de 2010
raid da labareda 2010-08-14

o raid à freita acabou por ser um passeio com cenário triste, negro e hediondo.

 

saímos de albergaria a questionarmos se seria boa ideia efectuarmos este passeio pela freita e gravia, o céu apresentava-se escuro do fumo, pelas narinas entrava  o odor  a queimado,  a boa disposição e o espírito betetista de quem se levanta cedo para pedalar, não foi abalado, sabíamos que apesar das adversidades, a diversão, aventura e sacrifício, não faltaria neste desafio de 112 kms com 2580 de acumulado ascendente.

 

 

infelizmente para quem gosta da natureza, da paisagem deslumbrante que ficou na retina de outros passeios, foi deveras um espectáculo lúgubre quanto impressionante vêr lugares por onde passámos  a arder ou já ardidos, as pessoas olhavam impotentes para o fogo  a consumir e a alastrar pelo pinhal e ou pastagens. na aldeia de decide vimos o ìnicio de um pequeno fogo junto a uma habitação, ser extinta devido à rápida intervenção dos bombeiros e helicóptero. em felgueira os aviões tentavam extinguir o fogo da encosta, já na freita a zona da cascata da frecha da misarela estava negra e a fumegar, no planalto e em gestoso, a vegetação era devorada sem haver meios de combate.

 

     

 

este ano o nosso pulmão comum levou uma enorme machadada. todos os anos floresta, pessoas e bens são vitimas destes crimes mas continua-se a rodear o problema. continuemos tranquilos, os investimentos têm sido feitos no essencial e no que é realmente importante, como por exemplo em submarinos....

 

 

o caminho até à freita, já conhecido, é sempre em ascenção até perto dos 1100 m de altitude atingidos no planalto da freita, com a dificuldade da subida pela encosta por o tradicional caminho de cabras, cheio de pedra e neste caso cheio de vegetação e silvas, o fumo não deixou subir pela estrada. no refúgio da freita almoçámos umas deliciosas costoletas de vitela, seguimos por albergaria da serra descendo em seguida para gestoso por uma descida espectacular cheia de pedra, na qual me diverti bastante a saltitar de pedra em pedra, o amigo humberto nem por isso gostou da experiência.

 

 fomos obrigados a descer por estrada até manhouce, nessa encosta o fogo tinha uma frente enorme barrando o caminho pelo qual deveríamos seguir. já em manhouce o cenário negro continuava pela serra da gravia, pelo que não foi possível explorar como previsto o planalto desta serra, continuando por alcatrão.

 

a uns 10 kms de oliveira de frades retornámos à terra com uma descida bem divertida com muitas curvas em cotovêlo, fomos dar a uma ponte estreita e suspensa, em chapa e rede a proteger, algo duvidosa e com sinais de estar bastante oxidada, com o caminhar bamboleava não dando grande segurança, o que vale é que tínhamos lá em baixo a uns 20 m o rio teixeira. sair daquele sítio não foi nada fácil, com muita vegetação densa e silvas e desníveis grandes, quando parecia que estava ultrapassada a dificuldade, demos com um cercado alto em rede e um respectivo portão a barrar a saída, felizmente não havia rottweilers.

 

quando finalmente saímos, foi subir a oliveira de frades, beber uma mini e regressar pela antiga linha do vouga. já chegámos tardito a albergaria.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por bttmais às 18:40
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